Brasil quer exportar soluções de baixo carbono, diz assessor da Fazenda
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Economia

Brasil quer exportar soluções de baixo carbono, diz assessor da Fazenda

Rafael Dubeux afirmou que o país pode ampliar a competitividade e atrair investimentos ao desenvolver créditos de carbono, tecnologias e instrumentos financeiros ligados à transição ecológica.

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Por Redação Paulista Diário · 10 de agosto de 2026 às 08:15
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O Brasil tem potencial para deixar de importar tecnologias de descarbonização e passar a exportar soluções associadas à economia de baixo carbono, segundo Rafael Dubeux, assessor especial do ministro da Fazenda e um dos coordenadores do Plano de Transformação Ecológica. A avaliação foi apresentada em entrevista ao Valor durante evento da Amcham na SP Climate Week.

Entre as oportunidades citadas estão créditos de carbono florestais e industriais, combustíveis de baixo carbono, hidrogênio de baixa emissão e instrumentos financeiros. Dubeux também destacou a coalizão internacional do mercado de carbono, que reúne países dispostos a adotar um teto de emissões declinante e busca ampliar a precificação do carbono.

O assessor afirmou que o mercado regulado de carbono em implementação no Brasil deverá exigir sistemas de mensuração, reporte e verificação. A primeira fase pode incluir cerca de sete segmentos, como papel e celulose, refino, alumínio, aço e aviação. As fases seguintes estão previstas para 2029 e 2031.

Dubeux também mencionou a aproximação entre taxonomias verdes de diferentes países e o avanço do Tropical Forest Forever Facility (TFFF). O fundo soma cerca de US$ 6,7 bilhões em aportes anunciados, dois terços da meta de US$ 10 bilhões para o primeiro ano, que o governo pretende alcançar até a COP31.

No balanço do Plano de Transformação Ecológica, ele citou a aprovação de leis sobre mercado de carbono, combustível do futuro e hidrogênio de baixo carbono. Também destacou a expansão do Fundo Clima e o programa Ecoinvest, que, segundo ele, já mobilizou mais de R$ 100 bilhões. Uma nova emissão de títulos soberanos sustentáveis poderá ocorrer em 2026, caso as condições dos juros globais sejam mais favoráveis.

Fonte: valor.globo.com

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