Operação investiga grupo familiar suspeito de enviar armas do Paraná ao RJ
Reprodução/Gazeta do Povo — Paraná
Segurança

Operação investiga grupo familiar suspeito de enviar armas do Paraná ao RJ

A Polícia Civil do Paraná cumpre 14 prisões preventivas e 14 mandados de busca em quatro municípios. Segundo a investigação, a organização usava empresas de fachada e caminhões para transportar armas e munições ao Rio de Janeiro.

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Por Redação Paulista Diário · 18 de setembro de 2026 às 09:27
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A operação da Polícia Civil do Paraná foi deflagrada em Maringá, Foz do Iguaçu, São Miguel do Iguaçu e Santa Terezinha de Itaipu. As medidas incluem 14 prisões preventivas e 14 mandados de busca e apreensão contra integrantes de uma quadrilha familiar suspeita de fornecer armamentos e munições ao tráfico no Rio de Janeiro.

De acordo com as investigações, a carga ilegal era escondida em meio a produtos regulares transportados por caminhões. O grupo também usava “batedores” para monitorar as rodovias e informar a localização de postos da Polícia Rodoviária Federal e de viaturas.

O líder teria criado uma identidade falsa para abrir uma transportadora. A empresa, apontada como núcleo logístico, teria aberto contas, comprado veículos de alto valor e firmado contratos milionários. As apurações indicam ainda que um dos filhos usou a mesma estratégia para criar duas empresas de fachada em São Paulo, uma delas na Avenida Brigadeiro Faria Lima.

A Justiça autorizou o bloqueio de 21 contas bancárias e aplicações financeiras, limitado a R$ 10 milhões, além de medidas sobre 19 veículos. A análise financeira apontou cerca de R$ 28,8 milhões em créditos incompatíveis com a renda declarada pelos investigados.

A investigação começou após a prisão, em dezembro de 2025, de um traficante apontado como responsável por levar carregamentos a grupos criminosos do Rio. Em junho de 2026, uma apreensão em Campo Largo encontrou cocaína, crack, um fuzil, nove pistolas e peças desmontadas de outros fuzis. Onze dias depois, em Ourinhos (SP), foram apreendidos 18 fuzis, carregadores e entorpecentes ligados ao mesmo grupo.

Segundo a PCPR, os investigados podem responder por organização criminosa voltada ao tráfico interestadual de entorpecentes, comércio e transporte de armas de fogo de uso restrito e proibido, falsidade ideológica e lavagem de capitais.

Fonte: Gazeta do Povo — Paraná

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