

Rodízio de veículos em São Paulo completa 30 anos nesta quarta-feira
Restrição começou em 1996 para reduzir a poluição e depois passou a ser usada nos horários de pico. Apesar de considerada insuficiente, a medida ainda é vista como necessária para evitar um colapso no trânsito da capital.
O rodízio de veículos de São Paulo completa 30 anos nesta quarta-feira (5). A restrição foi implantada em 5 de agosto de 1996 na capital e em outras nove cidades da região metropolitana, inicialmente com duração inferior a um mês e aplicação de multa para os infratores.
A medida foi criada pelo governo estadual de Mário Covas e tinha como objetivo amenizar a qualidade do ar nos meses mais secos. A circulação era proibida das 7h às 20h, conforme o final da placa. No ano seguinte, o então prefeito Celso Pitta adotou o modelo no centro expandido, com restrições nos picos da manhã e da tarde.
A proposta inicial era retirar 20% dos carros das ruas nos horários de maior movimento. Segundo estudo do FGV Cidades, a estratégia funcionou no começo, mas perdeu eficácia com o aumento da frota. O número de veículos na cidade passou de 4,7 milhões em 1996 para 10 milhões em março passado.
A CET afirma que o acompanhamento da frota e do trânsito não apontou necessidade de mudar as regras atuais. O monitoramento mais recente citado pela companhia, de 2019, registrou adesão de 90% dos condutores pela manhã e 85% à tarde.
Para Ciro Biderman, diretor do FGV Cidades, a política é ultrapassada, mas a retirada sem substituto poderia paralisar a cidade. Entre as alternativas mencionadas estão o pedágio urbano e a ampliação dos períodos ou dos dias de restrição. No ano passado, quase 2 milhões de autuações foram registradas por desrespeito ao rodízio, contra 1,4 milhão em 2024. A infração gera multa de R$ 130,16 e quatro pontos na CNH.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
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